sábado, 25 de fevereiro de 2012

Gritei...

Corri, corri como se estive escapando de minha morte, não olhava para trás, não escutava nada nem ninguem, naquele momento não existia ninguem além de mim...
Corri sem parar, sem parar, e então parei, olhei ao redor e não havia mais nada, estava num deserto, quente como se pudesse existir um inferno em plena Terra...
Gritei, e não escutei mais nada além de uma rajada de vento e as areias de dunas infinitas se movimentando, talvez fosse o melhor barulho naquele momento...
Então gritei de novo... E outras tantas vezes que nem pude contar...
Gritei como se tivesse acabado de descobrir que eu tinha uma voz que eu não tive por muito tempo...
Não conseguia parar, era como se algo dentro de mim pedisse para continuar fazendo aquilo, era como se uma bomba estivesse prestes a explodir e a única forma de para-la fosse gritar e gritar e gritar....
Continuei e continuei, continuei por horas, os gritos variavam a sua intensidade e altura conforme as coisas passavam em minha mente...
Então foi quando... AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA ... O mais alto de todos surgiu.
Me deitei, sentindo o frio de uma noite de deserto batendo em minha alma, fiquei ali, olhando aquele inacreditável céu, que se misturava com a dor congelante da noite...
Fiquei...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nadar,nadar,nadar

Continuar nadando... mesmo quando você pensa que achou uma correnteza a favor e leva um caldo... Continue a nadar...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Faz sentido

Quando você é obrigada a fazer o que foi contra desde quando se entendeu por gente, para o bem do que você sonhou... que por sinal é do contra ao que você pretende(ia) fazer...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Adeus!

Era para ser uma despedida comum, mas quando senti sua pele macia e aquele rápido toque de seus lábios... Nunca achei que poderia me sentir tão fraca, vi o mundo virar preto, senti o chão sumir de meus pés, mas acordei! Eu precisava não demonstrar isso, principalmente naquele momento, vi partir aquele que partiu por tantas vezes, me apoiei na porta...
Adeus!