Ligo...
Sento na cama, apoio as mãos na beirada, coloco o cabelo para trás, o calor de verão é insuportável, puxo o final do shorts para baixo, no seu devido local, fico ali observando ele sentado na cadeira do computador tocando violão e cantando uma de suas novas músicas...
Percebo seu nível de concentração, mal olha para mim, a maioria do tempo está olhando para seu próprio joelho ou está de olhos fechados, percebo seus sentimentos pelas notas...
Me levanto... Ele continua a tocar me olhando como se algo anormal estivesse acontecendo... Começo a dançar... Paro... Volto para a beirada da cama, ainda escutando o que ele queria me mostrar...
Acaba...
O que achou?! O assunto continua, novas idéias surgem, novas críticas e elogios...
De repente o silêncio surge no quarto, logo é cortado pelo escorregar da cadeira... Coloca o violão encostado na parede e se aproxima da cama, fica bem na minha frente me olhando...
Minha fisionomia muda de tranquilidade para dúvida...
Se aproxima mais ainda, abre as pernas e faz com que as minhas fiquem no meio das dele sem encostarem, ele apoia suas mãos um pouco antes do meu joelho e olha para baixo tentando buscar algum conforto, alguma consolação, alguma palavra que o aliviasse do estres da briga com a mãe da noite passada...
Deixo de me apoiar nos dois braços e passo a me sustentar em um, de leve vou erguendo a mão até a nuca dele, passando pela lateral do pescoço...
Ficamos ali por um instante, até ele me olhar, continuo o acariciando, ele chega mais perto, me arrasto um pouco para o começo da cama, e ele com cuidado para não me machucar faz o mesmo...
Chegamos no nosso destino ainda nos entreolhando, deitamos de lado um de frente para o outro e assim ficamos...
Desligo e tento dormir...
sábado, 24 de setembro de 2011
Botão do pensamento
Postado por Luíza às 23:03 0 comentários
sábado, 17 de setembro de 2011
Pura saudade...
E então você sente a saudade da infância...
Sente a saudade de ser uma criança...
Abraçar as pessoas seja ela quem for, abraçar alguém porque gosta...
Não se preocupar com os problemas do mundo...
Poder ver seus amiguinhos todos os dias, e sair correndo de mãos dadas...
Cair e ralar o joelho, se preocupar com o amigo, ajudar e continuar correndo...
Brincar e fazer de conta sem se culpar por fazer de conta...
Falar a verdade e o que pensa...
Não se preocupar com 2ª intenção, pois ela não existe...
Poder conversar sobre qualquer besteira...
Poder conversar...
Sentir falta da inocência, de algo puro, da simplicidade...
Saltitar, gritar, pular e não se importar com mais ninguém...
Sentir saudade e simplesmente ser correspondida...
Sentir saudade de uma felicidade incomum...
...
Saudade de um passado que não volta mais...
Postado por Luíza às 23:08 0 comentários
sábado, 10 de setembro de 2011
Corre...
Sai correndo em um único caminho, vazio e no breu de uma noite na floresta...
Não vê nada, descalça sente as folhas e alguns galhos quebrados espetarem seu pé...
O vestido branco, longo e esvoaçante, se contrasta em meio das cores negras da floresta...
A imensa Lua da madrugada ilumina o que é possível enquanto toca o chão bem no fim do caminho...
A menina continua, quase que cega do presente, sente o vento bater em seu rosto e secar cada gota de suas lágrimas que continuam escorrendo de seus olhos esverdeados...
Corre... Corre...
Para! Então ela para... O caminho chegou ao fim...
Não há mais caminho, só um enorme precipicio... Ela continua em prantos e um tanto assustada com a situação...
Ela anda um pouco para o lado e encara o precipicio como se já o conhecesse... Continua olhando somente para o chão, sem hexitar em olhar para os lados...
Então se senta na ponta do enorme vazio... A ponta mais próxima do outro lado...
Pemanece ali sentada por alguns estantes, de cabeça baixa e com os pés sujos de terra cruzados e pendurados no enorme vão...
Conversa consigo mesma internamente, relembra de várias coisas, pensa em outras várias coisas, vê cenas, lê frases, escuta músicas...
Seus pensamentos estão tão claros e perceptíveis que parecem surgir como desenhos em cima de sua cabeça, bem em cima do buraco da floresta, no alto...
Seu corpo se contrai inteiramente e a mais horrível cena aparece...
A menina se levanta, olha para frente, vira de costas e se lança ao nada...
Dos olhos cai a última lágrima... A tranquilidade mesclada ao sofrimento é vista em seu rosto, seus olhos fechados e o último suspiro de alívio... Abre os braços e se sente livre, liberta e leve... Se sente sendo levada ao seu desagradável destino...
E então levanta a cabeça... Os desenhos somem... As lágrimas param... No rosto estampa-se a fisionomia de uma surpresa...
A Lua! A incrível Lua... Bem na sua frente, amarela, cheia, tocando o outro lado do precipicio...
Ela recolhe seus pés, se apoia nos joelho um tanto machucados, impulciona com as mãos no chão e se levanta... Passa as mãos na parte molhada do rosto e seca no vestido...
Fica ali, parada, com a mesma impressão de antes, surpresa... Nem mais uma cena pode ser vista...
E então a menina fica ereta, seu rosto muda, ela encara a Lua...
Ela vira de costas, fecha os olhos, respira fundo e sente o aroma do lugar...
Se sente um tanto quanto mais leve...
Sai correndo... E para... Vira de frente para a Lua e dispara...
Corre... Não pensa em mais nada, só foca a Lua... Chega no fim da ponta do precipicio e... Salta!
Sente a liberdade, a leveza, o ar, a limpeza, sente toda a pureza, alívio, segurança, natureza e conforto... Não sente mais nada além dela mesma...
Sente os pés na grama e as mãos no chão, abre os olhos, levanta a cabeça...
Lança um olhar sarcástico e ironicamente sorri para a Lua que ilumina um enorme e perfeito campo verde...
Corre...
Postado por Luíza às 23:10 0 comentários
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Breve recado:
Muitas coisas acontecendo na minha vida...
Acho que preciso parar e me organizar...
Em breve...
Postado por Luíza às 21:57 0 comentários
