domingo, 18 de dezembro de 2011

A futura bifurcação

Ela ouve então o movimento suspeito, provavelmente que indica a chegada, sai correndo desesperada, enfim chegou o momento que mais esperava, abre a porta com um sorriso tentando fazer com que eles não percebessem sua agitação e ansiedade de segundos atrás, mas é pega desprevenida e não pode esconder sua feição de decepção misturada com dúvida.
Cumprimenta todos com um sorriso, tentando disfarçar a estranha reação e então faz a pergunta, "Cade Fulano?!" e ainda para aparecer menos óbvio incrementa, "Ele não vinha com vocês?!", recebe a melhor das respostas que poderia receber, "Ele já está chegando, o tio vai traze-lo"...
Passa alguns minutos, tudo devidamente preparado, ela escuta passos no corredor e vai verificar enquanto mais grita do que conversa com seus amigos já presentes e um tanto quanto distantes, então quando se vira tem a melhor das surpresas, tromba com o tão esperado... Paraliza, fica totalmente sem reação, todas falas travam em sua cabeça e não saem da boca para fora, aqueles olhos que a pegaram desprevinida continuam a olhar...
Naquele momento só passava uma coisa em sua cabeça:
Encoste nele, diga que você nunca o esqueceu, diga que tentou outras alternativas, diga que você odeia ter que ve-lo com outras, diga que você precisa dele, diga que odeia amar ele, diga que sofrimento é de menos quando você se mataria por ele, diga que ele é o seu tormento e sua salvação, diga tudo aquilo que guardou durante tempo...
Naquele momento só passava uma coisa em sua cabeça:
De oi, cumprimente e de um abraço, diga que sentiu sua falta e precisava ve-lo por mais estranho q isso pareça, pergunte da vida dele, leve ele até os amigos, pergunte sobre a vida, pergunte se melhorou, conte alguma nocidade, sente o resto do dia, zoe e converse, como bons amigos...

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