Saiu, abriu, passou e abriu de novo, fechou, correu e abriu outra, olhava para os longos corredores quase que sem fim e entrava de novo, fechava e se deparava com mais corredores, mais portas, mais barulho de batidas, abria outra porta, fechava de novo, entrava em todas as que sentia que deveria entrar, seus olhos já estavam ficando confusos sem saber para onde olhar, as cores, o cheiro, o tempo, tudo ali havia parado, estava tudo exatamente como havia deixado, ainda se perdia no meio de tantas portas, mas seu maior medo era se perder da saída.
Fazia o mesmo caminho que fez em seu momento de maior atormentação e confusão, desta vez fazia com mais atenção, o que não significava que fazia com mais certeza, algumas portas haviam mudado a sua cor, talvez não tenha tudo ficado exatamente como pensava, as pequenas mudanças eram o suficiente para que ela se perdesse novamente.
Não se perdeu, ali estava a tão procurada porta de saída, agora já sabia que poderia sair, voltou a vasculhar...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
A saída
Postado por Luíza às 01:41
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