Eu não sei falar de amor, não sei traduzir o amor, muito menos escrever poemas lindos que arrancariam suas lágrimas.
Não me dou bem com palavras.
Eu sei falar de amar, de sentir, de você e de mim...
Eu sei falar muito bem de você, mas não te descrever.
Eu sei falar do que sinto por você, do que você sente por mim, ou não sente... Enfim.
Só que escrever cansa, cansa porque são letras juntas formando palavras que apenas são vazias... Vagas. Como mentiras.
Então eu demonstro, demonstro como posso e até como não posso, pelo menos eu tento, tento de verdade. Verdade. Contrario de mentira... Saudade.
Saudade teoricamente seria de algo que se viveu, mas não, sinto saudade do seu eu...
Seu eu, que de verdade nem sei porque sinto saudade, mas sinto... Muita!
É um misto de vergonha e humilhação que deveria ser seu, mas veio pra mim, ao meu coração.
Coração. Coisa que você acha que não tem, finge não ter e os outros acreditam. De verdade, sinto pena do seu espelho, refletor de um buraco que te rasga por dentro e te faz ser mais ainda como é, uma mentira. E você esconde, tenta esconder, mas antes de dormir não consegue, ao se ver sozinho se perde, convive com seus próprios monstros e se diz forte quando anda se sentindo esmagado por seus próprios escombros... No fim você é fruto de seus próprios medos, você é o seu medo e esse é o seu maior segredo... E aí você mente pra você e pra mim, me faz lembrar o covarde que não é e o nada que se torna.
NADA.
E pra mim, a junção do saber e não saber se torna o tudo, me fazendo uma bela e vergonhosa, mulher de vagabundo. Não, me fazendo uma mulher que ama, ama você.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Ama um vagabundo
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
De tudo morrendo
As vezes a fraqueza vem de dentro, não é apenas a tristeza ou a mágoa que lhe consome, é algo nulo que por onde passa mata... Fica a dor, a dor insuportável no peito, no estômago, no pulmão e consome o nada fazendo que tudo fique morto.
Não se trata de ódio, nem de rancor, nem de tristeza, nem de lembranças, nem da solidão, nem de nada...
Se trata de tudo morrendo. De dentro pra fora e de fora pra dentro.
Postado por Luíza às 04:54 0 comentários
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Sua saudade.
E mesmo diante de todos os conflitos e aflitos eu senti saudade. Eu não só senti "saudade", eu senti sua saudade, não digo A sua saudade, mas saudade sua.
Eu senti ela queimar em meus olhos, e queimava... Muito... Então chorei. Senti em meu peito, agonia, queria gritar, mas não gritei. Eu senti a voz falhar, as mãos tremerem, eu senti... Foi como tirar o meu chão e me jogar num abismo. De joelhos. Eu cai.
Dizem que sentimentos não ferem fisicamente, talvez não, depende... Mas sei que cada lágrima que escorria era um rasgo que se fazia, dentro, fundo, profundo. Tremendo. Na minha mente.
Talvez não fosse apenas saudade, talvez fosse desespero. Porque eu me via... Me olhava e não me reconhecia. Vaga uma interrogação no espelho.
E todas as juras e promessas, que nada mais valiam... Escorriam. Pela boca, pela mente, pelos olhos. Escorriam. Sumiam antes de você ver, antes de você querer ver. TODOS ELES MENTEM!!!!
Nada mais adiantava, nenhuma palavra, nenhuma lagrima. Tudo morria.
Lentamente...
E eu ali, sentada, sozinha... De nada mais valia... DE NADA MAIS VALIA.
Apenas a saudade aqui permanecia.
Sua saudade. Saudade minha.
Postado por Luíza às 18:48 0 comentários
