segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sua saudade.


E mesmo diante de todos os conflitos e aflitos eu senti saudade. Eu não só senti "saudade", eu senti sua saudade, não digo A sua saudade, mas saudade sua.
Eu senti ela queimar em meus olhos, e queimava... Muito... Então chorei. Senti em meu peito, agonia, queria gritar, mas não gritei. Eu senti a voz falhar, as mãos tremerem, eu senti... Foi como tirar o meu chão e me jogar num abismo. De joelhos. Eu cai.
Dizem que sentimentos não ferem fisicamente, talvez não, depende... Mas sei que cada lágrima que escorria era um rasgo que se fazia, dentro, fundo, profundo. Tremendo. Na minha mente.
Talvez não fosse apenas saudade, talvez fosse desespero. Porque eu me via... Me olhava e não me reconhecia. Vaga uma interrogação no espelho.
E todas as juras e promessas, que nada mais valiam... Escorriam. Pela boca, pela mente, pelos olhos. Escorriam. Sumiam antes de você ver, antes de você querer ver. TODOS ELES MENTEM!!!!
Nada mais adiantava, nenhuma palavra, nenhuma lagrima. Tudo morria.
Lentamente...
E eu ali, sentada, sozinha... De nada mais valia... DE NADA MAIS VALIA.
Apenas a saudade aqui permanecia.
Sua saudade. Saudade minha.

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