quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Ama um vagabundo

Eu não sei falar de amor, não sei traduzir o amor, muito menos escrever poemas lindos que arrancariam suas lágrimas.
Não me dou bem com palavras.
Eu sei falar de amar, de sentir, de você e de mim...
Eu sei falar muito bem de você, mas não te descrever.
Eu sei falar do que sinto por você, do que você sente por mim, ou não sente... Enfim.
Só que escrever cansa, cansa porque são letras juntas formando palavras que apenas são vazias... Vagas. Como mentiras.
Então eu demonstro, demonstro como posso e até como não posso, pelo menos eu tento, tento de verdade. Verdade. Contrario de mentira... Saudade.
Saudade teoricamente seria de algo que se viveu, mas não, sinto saudade do seu eu...
Seu eu, que de verdade nem sei porque sinto saudade, mas sinto... Muita!
É um misto de vergonha e humilhação que deveria ser seu, mas veio pra mim, ao meu coração.
Coração. Coisa que você acha que não tem, finge não ter e os outros acreditam. De verdade, sinto pena do seu espelho, refletor de um buraco que te rasga por dentro e te faz ser mais ainda como é, uma mentira. E você esconde, tenta esconder, mas antes de dormir não consegue, ao se ver sozinho se perde, convive com seus próprios monstros e se diz forte quando anda se sentindo esmagado por seus próprios escombros... No fim você é fruto de seus próprios medos, você é o seu medo e esse é o seu maior segredo... E aí você mente pra você e pra mim, me faz lembrar o covarde que não é e o nada que se torna.
NADA.
E pra mim, a junção do saber e não saber se torna o tudo, me fazendo uma bela e vergonhosa, mulher de vagabundo. Não, me fazendo uma mulher que ama, ama você.

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