De repente o frio me tomou, eu encolhi, senti toda a dor em meu abdômen, eu contrai e doeu.
Não havia mais borboletas, nem era um frio gostoso de se sentir, as palavras me invadiam e cortavam como navalhas, eu sentia sangrar.
Escorria por dentro... E por fora.
Era isso, o fim de algo que mal começou, porque todas as vezes foram assim...
O enjôo que sentia apenas aumentava e a distância... Maldita seja ela!
Quanto mais lembrava, mais chorava... O sono sumia em meio de uma escuridão que estava sendo tomada pelo amanhecer que invadia o quarto pela janela... Não me importava, tudo continuava frio e cinza.
Eu era inútil.
Por mais que eu tentasse demonstrar tudo o que sentia, era insuficiente para ser sentido, por mais que eu necessitasse de alguem para respirar era impossível demonstrar... O medo... O medo me consumia porque eu era covarde de mais para me jogar num buraco sem fundo outra vez...
Não tiro minha razão, afinal como eu disse uma vez, o que me tirou de um desses buracos um dia foi um anjo que me fez voar, e hoje esse mesmo anjo está prestes a me arremeçar em outro buraco, distante, frio e fundo... Não teria mais quem me salvar.
E de que importava demonstrar, se ao saber que o sentimento era forte de mais a ponto de me matar, pedisse para eu parar e me controlar para não ver sofrer ou me magoar... Isso só simbolizava a escolha tomada de abandonar, e recusar um sentimento que por tanto tempo esperou, e quando teve, não queria, por ser forte de mais.
A mágoa, a dor, o frio me consumiam como um corpo em chama... E as únicas palavras que saiam de mim eram quentes, as de calor de um amor.
Amor. Único. Inalcansável. Um sonho, inatingível.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
O frio, a navalha, a chama
Postado por Luíza às 16:51
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